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Paróquia Ressurreição do Senhor

quinta-feira, 20 de junho de 2013

História do cânon bíblico – Parte Final



Pe Antônio Niemiec CSsR 

Por volta do ano 100 d.C, em um Sínodo na cidade de Jâmnia, na Palestina, os judeus estabeleceram as regras que caracterizariam os livros sagrados, canônicos (inspirados por Deus). Não reconheceram os livros que não obedeciam a estes critérios: 
(1) O livro não poderia ter sido escrito fora do território de Israel; 
(2) Não poderia conter passagens ou textos em aramaico ou grego, apenas em hebraico; 
(3) Não poderia ter sido redigido após a época de Esdras; 
(4) Não poderia contradizer a Lei de Moisés (Pentateuco). 


Acontece, que já no séc. III a.C, em Alexandria (Egito), os judeus fizeram a tradução grega do AT, chamada Septuaginta ou Versão dos Setenta (LXX). Essa tradução dos livros do AT, do hebraico para o grego, foi feita por setenta e dois sábios em virtude da existência de uma grande comunidade judaica nessa cidade que já não mais compreendia a língua hebraica, e falava apenas o grego. 

Como os livros do AT escritos pelos judeus do Egito não foram reconhecidos pelo Sínodo de Jâmnia, entre os judeus no início da era cristã, havia dois cânones: o restrito, da Palestina, e o amplo, de Alexandria. 

Os livros do AT não reconhecidos pelo Sínodo de Jâmnia e que aparecem na tradução dos Setenta são: Tobias, Judite, Baruc, Eclesiástico, Sabedoria, 1Macabeus e 2Macabeus, além das seções gregas de Ester e Daniel. Eles chamados de deuterocanônicos, em virtude de não terem sido unanimemente aceitos. 

A Igreja Católica, desde o seu início, utilizou a tradução grega do AT chamada Septuaginta (LXX). 

Os apóstolos e evangelistas ao escreverem o NT em grego, citavam o AT, usando a tradução grega de Alexandria. Em consequência, o cânon amplo, incluindo os sete livros já citados, passou para o uso dos cristãos. 

Com o advento da Reforma Protestante, os evangélicos - a partir do séc. XVII - seguindo a corrente dos judeus ultranacionalistas, passaram a omitir os livros deuterocanônicos do AT. Por isso, suas Bíblias possuem 7 livros a menos do que a Bíblia católica.

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