"Deus ande em tua frente para te conduzir, atrás de ti para te proteger e ao teu lado para te acompanhar!"


Você é o visitante de nº

Paróquia Ressurreição do Senhor

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Depoimento de uma jovem de nossa Paróquia sobre a experiência na JMJ

Rebecca Meireles, membro da Pastoral da juventude e do grupo Redescoberta emocionou muita gente após ler este depoimento, sobre a sua experiência na Jornada Mundial da Juventude, na missa das 19 hs no dia 05 de Agosto. Para quem ainda não viu, aí está: 

"Irmãos e irmãs, Boa noite! Há duas semanas atrás, pedíamos, aqui nesse altar, a benção de Deus para nossa viagem até o Rio de Janeiro. “Eis-me aqui Senhor, envia-nos!” E Jesus nos enviou para uma linda missão. A Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro foi chuva de graças. Sim! MUITA chuva. Nós, 14 jovens aqui da nossa Paróquia, do grupo de universitários Redescoberta, fomos recebidos no Rio de Janeiro por uma chuva e um frio nunca visto e sentido na cidade maravilhosa. Os casacos e as capas de chuva não davam conta... e até luvas e gorros tivemos que comprar. Era algo inexplicável como tanta chuva e frio não atrapalhavam a alegria e a emoção que vocês sentiram ao assistirem, tenho certeza, pela televisão e internet, e que nos sentimos e vivemos na pele. 

No primeiro dia fomos até o sambódromo buscar nossos kits peregrinos. Ali tivemos a primeira noção de que irmãos de TODO o mundo estavam em um só lugar. Na fila, os peregrinos argentinos da terra do papa, os animados chilenos, os carinhosos mexicanos, os sorridentes africanos, os diferentes indianos, e os mais felizes: os brasileiros. Era uma verdadeira festa! Louvor, música, fotos com as diferentes bandeiras, troca de cultura, “cambio” de presentes, e uma ÚNICA FÉ. Ali, nos demos conta de que somos uma igreja UNIVERSAL, de que nossa religião e a fé que professamos ultrapassam as barreiras de Ondina, da Bahia, do Brasil. Aquela multidão adorando e louvando um só Deus, gritando: “Essa é a juventude do papa”, em todas as línguas, foi a nossa MAIOR emoção. Realmente... não estamos sozinhos. 

Equipados, com a nossa mochila nas cores da nossa bandeira, nossos cartões alimentação e transporte, seguimos ate a Catedral Basílica de São Sebastião. Nas ruas, uma multidão de jovens erguendo alto suas bandeiras e com um sorriso largo no rosto. Um verdadeiro pentecoste jovem. Todas as nacionalidades se cumprimentavam, se abraçavam... e o meu coração batia cada vez mais forte. E a palavra da nossa jornada foi MISSÃO. Visitamos uma exposição que falava sobre ser missionário, e tudo o que ali vimos e escutamos nos tocou profundamente. Ao final, Jesus sacramentado e Nossa Senhora de Guadalupe e Aparecida nos aguardavam de braços abertos. Emoção sem igual. Certeza que Jesus veio até nós e nós fomos até Ele (sem saber). Naquele momento, tive a certeza de que naquela jornada estávamos CONFIANDO de olhos fechados em Jesus e que Ele tinha algo bem maior reservado para nós. Tivemos a certeza do nosso CHAMADO, de que não podemos mais ficar acomodados, parados, no nosso conforto... Ser missionário é ir muito além! 

E continuamos a nossa peregrinação. Ficávamos alegres ao ver irmãos do Iraque, China, Coreia, Japão, países em que o catolicismo é a minoria, países em que até o catolicismo é proibido. Era emocionante ver e presenciar a emoção de brasileiros evangélicos, espíritas, de todas as religiões perante aquele clima de jornada. Respeito imperava e creio que essa JMJ tocou e converteu muitos irmãos. 

À noite, a missa de acolhida em Copacabana. Estações de metrô paradas sem energia e ônibus lotados de peregrinos. Ficamos quase uma hora para conseguir um espaço para nós, 14, em uma lata de sardinha ambulante, que chamamos de ônibus. Pensam que foi sacrifício? Que nada! Fomos cantando até Copacabana. Ninguém triste nos ônibus, nada era empecilho e dificuldade. Peregrinos chegando à Copacabana andando, mais uma vez gritando: “Essa é a juventude do Papa”. Nessa noite, gotas de chuva e lágrimas se confundiam. Missa linda! Comungar naquele lugar era mais que especial. Jesus vivo ali, em meio aquela multidão de gente esquentava o frio. 

Nos dias seguintes, fomos para nossa Catequese. Pegávamos três bondes de metrô e mais um ônibus até chegar a Brás de Pina, na Paróquia de Santo Antonio de Quitungo, onde fomos extremamente bem recebidos por voluntários muito bem preparados. Tomávamos café, saboreando nosso delicioso kit de café da manha e íamos para as atividades. A catequese constava de música, louvor, uma explanação de um bispo, um testemunho e a missa diária. Tinha brasileiro de todo canto: Minas, Espírito Santo, Tocantins, mas os mais animados eram os baianos. No segundo dia de catequese tive a honra de ser convidada a testemunhar. Foi emocionante contar minha historia em plena JMJ e ouvir de tantos jovens que fui importante naquele momento para conversão de muitos peregrinos. 

Durante a catequese, diversos padres ficavam a disposição de confissão, e essa foi outra grande experiência do nosso grupo durante a jornada. Era forte o desejo em nossos corações de nos confessarmos ali, naquele momento, naquela jornada e mergulhamos de cabeça. Adorar Jesus Sacramentado a noite, na Feira Vocacional, em todas as línguas, foi outro fato marcante. Chovia muito e a bandeira do nosso grupo permanecia erguida. Fazia muito frio (11°C), e estávamos ali, de pé, pela graça e na graça. E logo após, recebi o presente de reencontrar os hermanos mexicanos que recebemos aqui em nossa paróquia durante a semana missionária. 

A noite seguinte foi o dia de acolhermos o Santo Padre, o Papa Francisco. Ver o seu sorriso de perto foi inesquecível. A sua singeleza, sua humildade e sua caridade transpassaram o papa móvel e as grades que nos separavam. Seu amor pela juventude era evidente nas suas bênçãos e nos beijos nas crianças. Suas palavras ecoam no meu coração até hoje: “Bote fé, bote esperança, bote Amor”, se tornou nosso lema. Papa Francisco nos deixou naquele dia a mensagem e o dever de sermos sal e azeite, de colocar sabor na vida do próximo. O papa naquele dia nos encorajou repetindo: “ Três palavras: Ide, sem medo, para servir.” E mais: “Bote Cristo em sua vida.” Ali renovei a minha fé, a minha certeza de que só Cristo me basta e rezei pela conversão de todos os jovens e de meus amigos que ainda não colocaram Cristo em suas vidas. “Bote Cristo em sua vida Bote Cristo≫ na sua vida, e você encontrara um amigo em quem sempre confiar; ≪bote Cristo≫, e você vera crescer as asas da esperança para percorrer com alegria o caminho do futuro; ≪bote Cristo≫ e a sua vida ficara cheia do seu amor, será uma vida fecunda.” 

E o Papa nos pegava sempre de surpresa (as melhores surpresas). Na manhã seguinte, foi até o bairro da Glória, rezar o Ângelus ao meio dia. E lá fomos nós: a juventude atrás do Papa! 

A via sacra nos marcou muito pelos depoimentos. Em cada estação uma história de vida, de fé, de Amor à Deus. E ali o Papa nos encorajou para seguirmos e carregarmos nossa cruz. “Pois bem, Jesus com a sua cruz atravessa os nossos caminhos para carregar os nossos medos, os nossos problemas, os nossos sofrimentos, mesmo os mais profundos” Ali, entreguei todos os meus medos, entreguei a vida dos meus familiares, meus amigos, e de vocês paroquianos. Se sintam abençoados pelo Papa. 

Aí veio a noticia de que a vigília não seria mais em Guaratiba, que o Campus Fidei estava inundado, com lama até o joelho e que tudo seria transferido para Copacabana. E lá fomos nós. Andamos 6 km do Aterro do Flamengo até a praia de Copacabana, carregando três quilos de alimentação recebida mais nossas imensas mochilas, saco de dormir pra acampar. E fomos cantando, rezando... no começo parecia que não íamos aguentar, mas pedíamos para que Deus preparasse nossos ombros e não que a mochila ficasse mais leve. Foi necessário viver a dor naquele momento. E posso dizer pra vocês, irmãos, aquela praia foi o verdadeiro campo da fé, como o papa mesmo disse em sua ultima homilia. Ali aconteceram conversões, ali pessoas foram tocadas, ali fé foi compartilhada, ali o mundo todo, unido, adorou a Jesus, ali, juntos rezamos o pai nosso... juntos, percebemos mais uma vez que somos NADA sem Ele e que temos TUDO com Ele. 

O dia amanheceu lindo. Céu azul, calor, sol! Não havia mais sinal de chuva, de frio... Como explicar? Não há como explicar meu irmão. Esse testemunho é só um relato do que aconteceu na JMJ. O que realmente nós sentimos ali é inexplicável. Tenho certeza, hoje, que toda aquela chuva foi necessária para lavar nossos pecados, purificar nossas almas, nos renovar,toda aquela chuva foi necessária para molhar a terra, fazer brotar a semente plantada. O dia lindo e aberto do domingo foi a certeza de que Deus nos fez obras novas, de que um mundo antes frio, marcado pelo egoísmo das pessoas, agora estava com luz e calor de perseverança, de que agora estávamos verdadeiramente iluminados. Como Dom Orani sabiamente disse naquele dia: “No campo da fé as sementes foram lançadas, e regadas e sob a luz do sol elas brotam e crescem e darão seus frutos no seu devido tempo.” 

Tivemos a certeza, irmãos, de que aquela missa não foi de encerramento, mas sim de partida para nossas missões, e de anunciar hoje e sempre para vocês, comunidade da paróquia de Ondina, que somos todos nós, eu, os outros 13 jovens que foram para a JMJ, e cada um de vocês: DISCIPULOS MISSIONÁRIOS! Certeza de que cada um carrega sua cruz e de que precisamos levar o evangelho aos pobres, aos doentes, aos necessitados, e a toda juventude. Irmãos, como o Papa falou, o verdadeiro Campo da fé somos nós. Sim, como alguns de vocês podem e já imaginavam, foi a maior experiência da minha vida, ÚNICA, foi a realização de um sonho. E, se for da vontade de Deus, a primeira de muitas. No coração do Redentor, de braços abertos, reafirmei no meu coração: “Eis-me aqui Senhor, Envia-me”. 

Até Cracóvia 2016! 

Rebecca Meireles

Nenhum comentário:

Postar um comentário