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Paróquia Ressurreição do Senhor

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

“Laudato Si” A nova encíclica de Francisco

A nova encíclica do Papa Francisco, intitulada “‘Laudato Si’, sobre o cuidado da casa comum”, lida com questões relacionadas à ecologia e ao pleno desenvolvimento do gênero humano. O Papa inicia recordando o “Cântico das Criaturas” de São Francisco de Assis para fazer uma chamada urgente para um novo diálogo sobre como se está construindo o futuro do planeta. Necessita-se de talentos e do envolvimento de todos – afirma – para reparar os danos causados pelo abuso humano na criação de Deus. E a conclui com duas orações, uma oferecida para ser compartilhada com todos os que creem em “um Deus criador onipotente”, e a outra para os que professam a fé em Jesus Cristo, que rima com refrão “Laudato Si”, que abre e fecha a encíclica. 

O documento aborda a questão ambiental a partir de uma abordagem pastoral, tendo em conta diferentes aspectos. O Papa também proclama que a destruição da natureza é um pecado mortal moderno, não sem consequências graves. Porque Deus perdoa sempre, os homens às vezes, mas a terra não perdoa nunca. Ainda assim, salienta que nem tudo está perdido, porque os seres humanos, capazes de degradarse até o extremo, podem também superar-se, voltar a eleger o bem e regenerar-se. Na verdade, o texto é um compêndio extraordinário da doutrina social da Igreja sobre os grandes desafi os que a humanidade enfrenta hoje e no futuro. A Encíclica como sopro de esperança. A nova Encíclica é uma lufada de vento fresco e despoluído. Forte no seu conteúdo profético, ela resgata uma postura verdadeiramente cristã na relação entre o ser humano e o meio ambiente, navegando com destemor através das correntes que se apoderaram do discurso ambiental para promover suas próprias causas panteístas, marxistas ou anti-humanistas. 

O Papa esclarece, denuncia e propõe, sempre com coragem, aquilo que deve ser a postura de um verdadeiro cristão frente ao desequilíbrio ambiental que vivemos. Os princípios para a leitura da Encíclica. O primeiro princípio é o de que o Papa, embora seja para servir à humanidade inteira, é católico. Portanto, quando ele fala, está falando a partir da mesma Cátedra estabelecida por Jesus para Pedro há dois mil anos. Não se deve esperar, nem é necessário, que ele reafi rme em cada documento toda a doutrina católica – ela é pressuposta nos seus escritos. Isto parece tão óbvio que tem uma tendência a ser esquecido. Segundo princípio: o da “criaturalidade”. O resgate da criaturalidade, em matéria ambiental, traz consigo o resgate do verdadeiro humanismo, que reconhece a centralidade do ser humano, imagem e semelhança de Deus, frente à criação, que encontra nele o seu sentido último: não em qualquer projeto humano, mas naquele que tem sua medida em Jesus, conforme explica a Gaudium et Spes, 22. O último princípio, o terceiro, é o da responsabilidade. Somos cristãos, estamos no mundo, agir no mundo nos obriga. Não há desculpas para não agirmos, na questão ambiental, em razão dos grandes desvios existentes na militância ambientalista. 

A verdadeira preocupação ambiental é amor à criação, não desculpa para promover aborto, raiva à espécie humana, desagregação familiar e combate à propriedade privada dos meios de produção. E a única maneira de fazermos o que devemos é nos engajando nesta luta, fi rme e destemidamente, com os fundamentos que o Papa agora nos dá. Confira os textos:





 Fonte: ZENIT.org - Ivan de Vargas e Paulo V. Jacobina 

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