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Paróquia Ressurreição do Senhor

terça-feira, 11 de agosto de 2015

SERÁ QUE DEUS EXISTE?

Pe. Cristóvão Dworak, CSsR 
E-mail: kdworak@hotmail.com 

Inconformado com a morte de um filho, açoitado pelas dores de inesperada separação e a impossibilidade de mudar a história dos acontecimentos, o pai de um cantor sertanejo recentemente falecido em um acidente de carro, desabafou: “Será que Deus existe?”. A desesperadora pergunta foi lançada e navegou nas ondas da rede de computadores, surpreendendo a uns, reafirmando as percepções de outros, questionando a todos. 

Longe de nós emitirmos aqui qualquer julgamento sobre a pessoa daquele entristecido e profundamente ferido pai. Mas, a pergunta fica. E certamente ele não foi o único a fazê-la em tantas outras circunstâncias da vida. 

A nossa natureza humana é curiosa. Raramente, quando tudo vai bem, recorremos a Deus. Porém, quando algo dá errado, com muito mais frequência apelamos à oração, à invocação do nome de Deus, às promessas, às intercessões, etc E estamos certos, porque o próprio Senhor convida: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei [...] e achareis repouso para as vossas almas” (Mt 11,28-29). 

Mas, não é justo e honesto culpar Deus por todo tipo de desastre que acontece na vida das pessoas. “Será que Deus existe?” Ou talvez devêssemos levantar outras perguntas, tomando como exemplo aquele acidente: Será que os ocupantes usavam os cintos de segurança? Será que não foi o excesso de velocidade? Será que não foi o cansaço provocado pelas exaustivas apresentações como frequentemente acontece na vida destes artistas? 

Talvez o culpado fosse o excessivo desejo de fama, do prazer em sentir e ver os fãs delirando ou desmaiando nos shows. Talvez o maior responsável fosse o acúmulo de apresentações, o medo de perder o público, a concorrência nos palcos, os contratos assumidos e as contas cada vez mais altas para pagar. Talvez maior incriminada fosse a vontade de ter mais do que o suficiente para garantir o futuro ou a pretensão de satisfazer o desejo dos pais em ver o filho como alguém grande e famoso. Ou ainda, talvez fosse isto e aquilo... 

Deus não precisa se justificar. Mas, nós sim, deveríamos assumir com mais objetividade a nossa realidade e as nossas escolhas que, entrelaçadas com as dos outros, traçam os rumos de nossas vidas.

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